Vida na Tailândia13 de julho de 2026 · atualizado em 11 de agosto de 2026 · 4 min

Visto DTV aprovado. E agora: sete coisas que se descobrem tarde demais

O visto no passaporte é o meio do caminho, não a chegada. TM30, o aviso a cada 90 dias, o banco tailandês, a residência fiscal e um passaporte que acaba antes do visto — sete pontos da vida com o DTV, com calma e em ordem.

Mira · Primeiro contato do ateliê

O carimbo no passaporte é a hora de respirar fundo e fechar todas as páginas sobre vistos. Entendemos: nós também comemoramos cada aprovação. Só que quase todas as surpresas desagradáveis da vida com o DTV vêm depois da aprovação, não antes — e as pessoas chegam até nós sempre com a mesma frase: “por que ninguém me disse isso antes”. Então dizemos agora: sete coisas, em ordem — dos detalhes do aeroporto ao que vale a pena saber ainda antes da mudança.

1. 180 dias não são “cinco anos de uma vez”

Cada entrada dá 180 dias — depois, ou prorrogação no local, ou saída e nova entrada. As duas vias funcionam, não há nada a temer aqui. O detalhe está em outro lugar: as regras da prorrogação mudam bastante de província para província — em uma é pura formalidade, em outra vira uma odisseia à parte, com exigências extras. Então saiba com antecedência como isso funciona na sua província e cuide da prorrogação com calma, não três dias antes do prazo.

2. TDAC — antes de embarcar no avião

O TDAC é o cartão de chegada eletrônico que a Tailândia criou para quem entra no país: você preenche online antes de entrar. Um detalhe sem importância — exatamente até o momento em que você descobre a existência dele já no aeroporto, e aí vira dor de cabeça. O remédio é simples: antes de voar para a Tailândia, confira três coisas — passagem, passaporte, TDAC.

3. TM30 — a obrigação que o dono do seu imóvel desconhece

O TM30 é o aviso sobre o lugar onde mora um estrangeiro, e quem envia não é o estrangeiro, e sim o dono do imóvel. É o que diz a lei. Na prática, o dono muitas vezes não envia nada, e quem paga o pato na próxima ida à imigração é você: sem esse aviso em dia, podem recusar o atendimento. Por isso a pergunta “e o TM30, você envia?” vem na hora de entrar no imóvel, não no dia em que a imigração já mandou você de volta.

4. Um aviso a cada 90 dias

Se você mora na Tailândia mais de 90 dias seguidos, a cada 90 dias informa à imigração onde mora. Não é uma fiscalização nem uma prova: é um procedimento de rotina, nada difícil, só fácil de esquecer. Coloque um lembrete recorrente no calendário e este ponto inteiro deixa de existir.

5. O banco tailandês — a surpresa número um

Sem rodeios: com o DTV, abrir conta em banco tailandês é dificílimo. Desde 2025 os bancos endureceram em massa as regras para vistos longos sem trabalho na Tailândia e, para quem descobre isso depois da mudança, essa é a maior surpresa da lista toda. A vida financeira — cartões, transferências, pagamento do aluguel — precisa ser desenhada antes da mudança, não depois, já morando lá. Existem caminhos que funcionam, mas são individuais: é um dos assuntos que mais chegam até nós já com o visto na mão. Se está lendo isto antes da mudança, ainda dá tempo.

6. Depois de 180 dias no ano, você é residente fiscal na Tailândia

Se passa na Tailândia mais de 180 dias somados num mesmo ano civil, você é residente fiscal, e trazer dinheiro para o país pode ter consequências fiscais. Nos posts animados sobre “visto de 5 anos” isso não aparece. O tema é complexo, cada perfil tem a sua situação e aqui não existe conselho universal. A regra geral é uma só: descubra isso antes da mudança, não por uma carta do fisco.

7. O passaporte acaba antes do visto

O DTV é concedido por 5 anos (alguns postos: até o vencimento do passaporte), e não dá para passá-lo para um passaporte novo. Soa preocupante, mas não é problema: viajar com dois passaportes é um procedimento padrão, usado por muita gente, e o visto no passaporte antigo continua válido. Só uma coisa depende de você — resolver a troca com antecedência: como exatamente, contamos no artigo sobre trocar de passaporte com o DTV.

Tudo isso é justamente o motivo pelo qual o contato do ateliê fica com o cliente durante os cinco anos do visto, e não até o carimbo no passaporte. O visto é o que resolvemos com mais frequência, mas está longe de ser a única coisa. Se esbarrou em qualquer ponto da lista — escreva para nós: analisamos ponto por ponto e respondemos em minutos, não em um dia.

Material de referência publicado com fins informativos: observações do ateliê e informações de fontes públicas na data da publicação. As regras e a prática dos consulados mudam sem aviso. Não é consultoria jurídica, fiscal nem de qualquer outro tipo — num caso concreto, o ateliê trabalha com os seus documentos e com os requisitos atuais do consulado.

O ateliê

Vistos: é isso que resolvemos

Escreva para nós — respondemos rápido e enviamos a lista de documentos e o passo a passo do pedido para o seu caso.

← Início