Análise4 de setembro de 2026 · atualizado em 4 de setembro de 2026 · 8 min

DTV do Brasil e de Portugal depois de 31 de agosto: duas certidões de 90 dias e duas embaixadas em silêncio

Brasília anunciou a regra de 31 de agosto com o infográfico do Ministério e nem uma palavra própria; Lisboa não atualiza a página de vistos desde 2022. A certidão da Polícia Federal e o certificado de registo criminal, o preço da legalização em Brasília e por que, com Lisboa, é preciso telefonar, e não escrever.

Anna · Restauradora de documentos

A regra de 31 de agosto, Brasília anunciou em 1.º de setembro: com o infográfico do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia em inglês e tailandês, um título em português e nem uma palavra própria. Lisboa não anunciou nada: a página de vistos dela não é atualizada desde outubro de 2022, e o DTV não está nela. O formulário do e-Visa é um só para o mundo inteiro, e desde 31 de agosto ele exige dois documentos novos. Abrimos os dois sites em 4 de setembro.

O que mudou

Como era até 31 de agostoComo ficou desde 31 de agosto
documento sobre a localização atualcomprovação de residência permanente no país do pedido
não havia certidão de antecedentes criminaiscertidão do país de nacionalidade ou do país do pedido
Brasília aceitava também quem apenas estava no Brasilsó cidadãos e residentes permanentes
Lisboa: “residência legal”no site, o mesmo; o formulário pede “residência permanente”

Não mudaram as finanças, 500 mil bahts de saldo por três meses, nem o silêncio das duas embaixadas sobre a taxa do DTV. O que foi enviado antes de 31 de agosto segue pelas regras antigas.

Brasília: uma imagem no lugar da explicação

Nem a leitura de “residência permanente”, nem o prazo da certidão, nem as exigências de tradução a embaixada acrescentou. Página própria do DTV ela não tem; a página de vistos se resume a quatro linhas, “vá para thaievisa.go.th”; e versão do site em português não existe. O pedido é só online; em São Paulo e no Rio não há atendimento de vistos, o consulado honorário fechou.

Para quem tem nacionalidade brasileira: passaporte ou RG e, para o caso de um pedido adicional, o comprovante de residência. Para quem tem outra nacionalidade, o documento é a CRNM, com a classe impressa na carteira: PERMANENTE para residentes por prazo indeterminado, TEMPORÁRIO para os temporários. Se a embaixada aceita a carteira temporária, não foi anunciado, e casos depois de 31 de agosto não há.

A certidão da Polícia Federal: de graça, mas em português e por 90 dias

A Certidão de Antecedentes Criminais sai online, de graça e na hora; quem tem outra nacionalidade pede pelo passaporte ou pela CRNM. Mas ela sai só em português e vale 90 dias. Se houver um homônimo na base, a certidão é emitida numa unidade da PF, em até 15 dias.

Se o DTV exige a certidão legalizada, a embaixada não disse: o pedido é feito com documentos digitalizados. Se exigir, a cadeia é esta:

  1. 1.Legalização da certidão eletrônica na CGLEG do Itamaraty: sem cartório, mais 48 horas, atendimento em Brasília às terças e quintas com agendamento, e 10 dias pelo correio. O preço não encontramos.
  2. 2.Tradução juramentada para o inglês: uma lauda, pelas tabelas de referência de 2026, R$ 95–132.
  3. 3.Carimbo do Itamaraty na tradução.
  4. 4.Embaixada em Brasília, presencialmente: R$ 90 por carimbo do MRE, pagamento por Pix; original mais tradução, R$ 180 — confirme o valor com a embaixada.

A apostila não serve até 28 de fevereiro de 2027. A cadeia toda tem de caber nos 90 dias de validade da certidão: sem legalização, a certidão é a última a ser tirada; com legalização, é por ela que se começa, quando o resto do dossiê já está pronto.

Lisboa: um texto de 2022 que se adiantou à reforma

O único documento de vistos da embaixada é o aviso sobre o lançamento do e-Visa, de 21 de outubro de 2022: seis tipos de visto, sem DTV. Mas esse texto já traz o que outros postos consulares só agora introduziram: sem residência legal o solicitante não é aceito; a comprovação é o título de residência ou o certificado de cidadão da UE; o documento de proteção temporária não conta; a taxa paga com o status errado não é devolvida; e portugueses no exterior têm de voltar primeiro.

A brecha está em outro lugar: “residência legal” é mais amplo do que a “residência permanente” do formulário. A autorização de residência temporária é dada por dois anos, a permanente vem depois de cinco; como Lisboa vai ler o título temporário e o certificado de registo de cidadão da UE, não foi anunciado. Armadilha na mesma página: o único “visto de cinco anos por € 350” que está lá é o O-X, que portugueses não podem tirar, e a taxa pelo tipo errado não é devolvida.

A certidão portuguesa: € 5, três dias, já em duas línguas

  1. 1.Pedido em registocriminal.justica.gov.pt, € 5, pagamento com cartão ou MB WAY; o documento aparece em “Os Meus Pedidos”, em até três dias úteis.
  2. 2.Quem tem outra nacionalidade e título de residência entra pela Chave Móvel Digital, e o nome nela tem de coincidir letra por letra com o título; sem a CMD, presencialmente na DSIC, num tribunal ou num Espaço do Cidadão.
  3. 3.A certidão já sai em português e inglês, e não precisa de tradução. O formulário admite a certidão do país do pedido: para quem tem outra nacionalidade e título de residência, a portuguesa basta.
  4. 4.O código de verificação vale 90 dias. É a última a pedir. Se Lisboa exige legalização, não foi anunciado.

A taxa e o dinheiro

A referência do formulário para Brasília é 10.000 bahts, cerca de R$ 1.540 pelo câmbio do BCE de 3 de setembro. Para Lisboa os agregadores escrevem € 350, o mesmo valor que Roma e Madri têm oficialmente, mas a própria embaixada nunca confirmou o número. Finanças: no mínimo 500 mil bahts de saldo por três meses em qualquer banco, cerca de R$ 76.900 ou € 13.050; a carta de patrocínio é admitida.

Prazos: Brasília em horas, Lisboa em semanas

Seis casos de Brasília foram concluídos em prazos de cinco horas a 14 dias, na maioria em dois ou três dias, e recusas não encontramos. Lisboa promete de 3 a 7 dias úteis; a prática: 18 e 23 dias, quatro semanas e meia, pedidos parados por mais de dois meses. Às mensagens a embaixada não responde, o telefone funciona: num caso o status mudou dez minutos depois da conversa, pelo telefone +351 21 301 4848. A única recusa foi por “motivos insuficientes para a viagem”: o ponto fraco de Lisboa é a fundamentação do motivo da viagem. Todos os relatos são anteriores a 31 de agosto; depois dele, nenhum, e prazos pelas novas regras não citamos.

Família, vacina, 15 de setembro

Cônjuge e filhos menores de 20 anos, com o documento de parentesco; pelo formulário a certidão é exigida deles também, e as embaixadas não anunciaram limite de idade. O Brasil está na lista tailandesa de países com febre amarela: o certificado já era pedido no embarque em São Paulo, e a vacina tem de ser tomada pelo menos dez dias antes da entrada. A partir de 15 de setembro, a entrada sem visto para portugueses cai de 60 para 30 dias; para brasileiros continuam 90, pelo acordo bilateral, e para eles o DTV serve para não ter de sair do país a cada três meses.

O que fazer agora

No Brasil: conferir se na CRNM está PERMANENTE; tirar a certidão da PF por último e, se a embaixada pedir legalização, encaixar a cadeia nos 90 dias; tomar a vacina. Em Portugal: estar no país, pedir a certidão de € 5 antes do envio, telefonar em vez de escrever, e trabalhar bem a fundamentação da viagem. Com o título de residência temporário, começar pelo Preflight Check (verificação prévia do dossiê): ele mostra onde o dossiê vai tropeçar no formulário, antes de pagar a taxa. Os detalhes estão nas páginas de Brasília e de Lisboa, e o estado de todos os consulados, no painel.

Se não está claro se o seu status de residência passa ou por onde começar a reunir os documentos, escreva para a Mira: ela confere nacionalidade e status, diz qual consulado é o seu e manda a ordem de preparação. Um dossiê montado por conta própria pode passar pelo Preflight Check — US$ 300, protocolo por escrito em dois dias úteis; o acompanhamento completo até o visto são os planos Solo Route e Family Route.

Material de referência publicado com fins informativos: observações do ateliê e informações de fontes públicas na data da publicação. As regras e a prática dos consulados mudam sem aviso. Não é consultoria jurídica, fiscal nem de qualquer outro tipo — num caso concreto, o ateliê trabalha com os seus documentos e com os requisitos atuais do consulado.

O ateliê

Vistos: é isso que resolvemos

Escreva para nós — respondemos rápido e enviamos a lista de documentos e o passo a passo do pedido para o seu caso.

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