A regra de 31 de agosto, Brasília anunciou em 1.º de setembro: com o infográfico do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia em inglês e tailandês, um título em português e nem uma palavra própria. Lisboa não anunciou nada: a página de vistos dela não é atualizada desde outubro de 2022, e o DTV não está nela. O formulário do e-Visa é um só para o mundo inteiro, e desde 31 de agosto ele exige dois documentos novos. Abrimos os dois sites em 4 de setembro.
O que mudou
| Como era até 31 de agosto | Como ficou desde 31 de agosto |
|---|---|
| documento sobre a localização atual | comprovação de residência permanente no país do pedido |
| não havia certidão de antecedentes criminais | certidão do país de nacionalidade ou do país do pedido |
| Brasília aceitava também quem apenas estava no Brasil | só cidadãos e residentes permanentes |
| Lisboa: “residência legal” | no site, o mesmo; o formulário pede “residência permanente” |
Não mudaram as finanças, 500 mil bahts de saldo por três meses, nem o silêncio das duas embaixadas sobre a taxa do DTV. O que foi enviado antes de 31 de agosto segue pelas regras antigas.
Brasília: uma imagem no lugar da explicação
Nem a leitura de “residência permanente”, nem o prazo da certidão, nem as exigências de tradução a embaixada acrescentou. Página própria do DTV ela não tem; a página de vistos se resume a quatro linhas, “vá para thaievisa.go.th”; e versão do site em português não existe. O pedido é só online; em São Paulo e no Rio não há atendimento de vistos, o consulado honorário fechou.
Para quem tem nacionalidade brasileira: passaporte ou RG e, para o caso de um pedido adicional, o comprovante de residência. Para quem tem outra nacionalidade, o documento é a CRNM, com a classe impressa na carteira: PERMANENTE para residentes por prazo indeterminado, TEMPORÁRIO para os temporários. Se a embaixada aceita a carteira temporária, não foi anunciado, e casos depois de 31 de agosto não há.
A certidão da Polícia Federal: de graça, mas em português e por 90 dias
A Certidão de Antecedentes Criminais sai online, de graça e na hora; quem tem outra nacionalidade pede pelo passaporte ou pela CRNM. Mas ela sai só em português e vale 90 dias. Se houver um homônimo na base, a certidão é emitida numa unidade da PF, em até 15 dias.
Se o DTV exige a certidão legalizada, a embaixada não disse: o pedido é feito com documentos digitalizados. Se exigir, a cadeia é esta:
- 1.Legalização da certidão eletrônica na CGLEG do Itamaraty: sem cartório, mais 48 horas, atendimento em Brasília às terças e quintas com agendamento, e 10 dias pelo correio. O preço não encontramos.
- 2.Tradução juramentada para o inglês: uma lauda, pelas tabelas de referência de 2026, R$ 95–132.
- 3.Carimbo do Itamaraty na tradução.
- 4.Embaixada em Brasília, presencialmente: R$ 90 por carimbo do MRE, pagamento por Pix; original mais tradução, R$ 180 — confirme o valor com a embaixada.
A apostila não serve até 28 de fevereiro de 2027. A cadeia toda tem de caber nos 90 dias de validade da certidão: sem legalização, a certidão é a última a ser tirada; com legalização, é por ela que se começa, quando o resto do dossiê já está pronto.
Lisboa: um texto de 2022 que se adiantou à reforma
O único documento de vistos da embaixada é o aviso sobre o lançamento do e-Visa, de 21 de outubro de 2022: seis tipos de visto, sem DTV. Mas esse texto já traz o que outros postos consulares só agora introduziram: sem residência legal o solicitante não é aceito; a comprovação é o título de residência ou o certificado de cidadão da UE; o documento de proteção temporária não conta; a taxa paga com o status errado não é devolvida; e portugueses no exterior têm de voltar primeiro.
A brecha está em outro lugar: “residência legal” é mais amplo do que a “residência permanente” do formulário. A autorização de residência temporária é dada por dois anos, a permanente vem depois de cinco; como Lisboa vai ler o título temporário e o certificado de registo de cidadão da UE, não foi anunciado. Armadilha na mesma página: o único “visto de cinco anos por € 350” que está lá é o O-X, que portugueses não podem tirar, e a taxa pelo tipo errado não é devolvida.
A certidão portuguesa: € 5, três dias, já em duas línguas
- 1.Pedido em registocriminal.justica.gov.pt, € 5, pagamento com cartão ou MB WAY; o documento aparece em “Os Meus Pedidos”, em até três dias úteis.
- 2.Quem tem outra nacionalidade e título de residência entra pela Chave Móvel Digital, e o nome nela tem de coincidir letra por letra com o título; sem a CMD, presencialmente na DSIC, num tribunal ou num Espaço do Cidadão.
- 3.A certidão já sai em português e inglês, e não precisa de tradução. O formulário admite a certidão do país do pedido: para quem tem outra nacionalidade e título de residência, a portuguesa basta.
- 4.O código de verificação vale 90 dias. É a última a pedir. Se Lisboa exige legalização, não foi anunciado.
A taxa e o dinheiro
A referência do formulário para Brasília é 10.000 bahts, cerca de R$ 1.540 pelo câmbio do BCE de 3 de setembro. Para Lisboa os agregadores escrevem € 350, o mesmo valor que Roma e Madri têm oficialmente, mas a própria embaixada nunca confirmou o número. Finanças: no mínimo 500 mil bahts de saldo por três meses em qualquer banco, cerca de R$ 76.900 ou € 13.050; a carta de patrocínio é admitida.
Prazos: Brasília em horas, Lisboa em semanas
Seis casos de Brasília foram concluídos em prazos de cinco horas a 14 dias, na maioria em dois ou três dias, e recusas não encontramos. Lisboa promete de 3 a 7 dias úteis; a prática: 18 e 23 dias, quatro semanas e meia, pedidos parados por mais de dois meses. Às mensagens a embaixada não responde, o telefone funciona: num caso o status mudou dez minutos depois da conversa, pelo telefone +351 21 301 4848. A única recusa foi por “motivos insuficientes para a viagem”: o ponto fraco de Lisboa é a fundamentação do motivo da viagem. Todos os relatos são anteriores a 31 de agosto; depois dele, nenhum, e prazos pelas novas regras não citamos.
Família, vacina, 15 de setembro
Cônjuge e filhos menores de 20 anos, com o documento de parentesco; pelo formulário a certidão é exigida deles também, e as embaixadas não anunciaram limite de idade. O Brasil está na lista tailandesa de países com febre amarela: o certificado já era pedido no embarque em São Paulo, e a vacina tem de ser tomada pelo menos dez dias antes da entrada. A partir de 15 de setembro, a entrada sem visto para portugueses cai de 60 para 30 dias; para brasileiros continuam 90, pelo acordo bilateral, e para eles o DTV serve para não ter de sair do país a cada três meses.
O que fazer agora
No Brasil: conferir se na CRNM está PERMANENTE; tirar a certidão da PF por último e, se a embaixada pedir legalização, encaixar a cadeia nos 90 dias; tomar a vacina. Em Portugal: estar no país, pedir a certidão de € 5 antes do envio, telefonar em vez de escrever, e trabalhar bem a fundamentação da viagem. Com o título de residência temporário, começar pelo Preflight Check (verificação prévia do dossiê): ele mostra onde o dossiê vai tropeçar no formulário, antes de pagar a taxa. Os detalhes estão nas páginas de Brasília e de Lisboa, e o estado de todos os consulados, no painel.
Se não está claro se o seu status de residência passa ou por onde começar a reunir os documentos, escreva para a Mira: ela confere nacionalidade e status, diz qual consulado é o seu e manda a ordem de preparação. Um dossiê montado por conta própria pode passar pelo Preflight Check — US$ 300, protocolo por escrito em dois dias úteis; o acompanhamento completo até o visto são os planos Solo Route e Family Route.
