O DTV — Destination Thailand Visa — é o visto que a Tailândia lançou em meados de 2024 para quem trabalha de forma remota, freelancers e donos de negócio. Em poucas palavras: até cinco anos de vida legal na Tailândia, desde que o dinheiro venha de fora do país. Há uma regra que muda o plano inteiro, e ela chegou em 31 de agosto de 2026: o pedido só pode ser feito no país onde você tem nacionalidade ou residência permanente. Vamos ver como o visto funciona, para quem ele serve e o que conferir antes de dar entrada no pedido.
Como funciona o DTV
- Cinco anos, múltiplas entradas. Dá para entrar e sair quantas vezes quiser durante os cinco anos.
- 180 dias a cada entrada. Dá para prorrogar por mais 180 sem sair do país — ou simplesmente sair e entrar de novo: o contador zera.
- O trabalho remoto é legal. O DTV foi criado exatamente para quem mora na Tailândia e ganha fora dela. O que ele não dá é o direito de trabalhar para um empregador tailandês.
- A família vai junto. Cônjuges com casamento oficial e filhos recebem vistos de dependente, pelos mesmos cinco anos.
Para quem serve o DTV
Para quem ganha fora da Tailândia. A primeira categoria, e a principal, é o trabalho remoto — o que por aí se chama de visto de nômade digital (ou “nómada digital”, como se diz em Portugal): quem tem contrato de trabalho, freelancers, donos de negócio e quem trabalha por conta própria. Um programador com contrato numa empresa europeia, uma designer com clientes numa plataforma, quem tem negócio próprio com clientes em outro país — todos fazem parte do público do DTV. Uma ressalva: se um consulado específico aceita quem tem negócio próprio é outra conversa, e desde 31 de agosto quem decide isso é o país onde você mora. Alguns consulados, por exemplo, hoje não aceitam pedidos de quem trabalha por conta própria; o que sobra para quem tem negócio próprio, analisamos num artigo à parte.
A segunda via é o soft power: cursos longos de culinária tailandesa, muay thai, tratamento médico. Sim, a Tailândia está disposta a dar cinco anos também por um interesse sério na cultura dela — isso é parte oficial do programa, não uma brecha.
O que é preciso para o DTV: os requisitos básicos
Desde 31 de agosto de 2026 a base da lista é a mesma em todo lugar — está escrita no formulário central do e-Visa, e cada consulado acrescenta os próprios detalhes:
- 1.Comprovação de trabalho remoto — um contrato, uma carta do empregador, documentos da sua atividade como freelancer ou como dono de negócio.
- 2.Extratos dos últimos três meses com saldo mínimo de 500.000 bahts (cerca de US$ 15.000) — para cada participante, dependentes incluídos. Mínimo quer dizer nenhum dia abaixo da linha; depositar o dinheiro e imprimir o extrato não funciona, o que se lê é o histórico da conta.
- 3.Certidão de antecedentes criminais — do país de nacionalidade ou do país do pedido. Demora até um mês, então comece por ela e encaixe os outros documentos na data em que ela fica pronta.
- 4.Declarações de impostos de um ou dois anos — os consulados conferem cada vez menos o saldo e cada vez mais a origem dos rendimentos.
Onde fazer o pedido do DTV: a regra de 31 de agosto
O pedido de DTV só pode ser feito de fora da Tailândia — e, desde 31 de agosto de 2026, não onde for mais conveniente, e sim só no país onde você tem nacionalidade ou residência permanente. Quem define o consulado são o seu passaporte e o seu documento de residência permanente: com nacionalidade brasileira o pedido vai para Brasília, com a portuguesa para Lisboa, e quem tem autorização de residência ou residência permanente em outro país vai ao consulado desse país. Voar para um terceiro país “para dar entrada” não faz mais sentido — e não ajuda. Como ler ao pé da letra as novas exigências, analisamos num artigo à parte.
O procedimento, os prazos e os detalhes do dossiê ainda variam de consulado para consulado. Mantemos um painel ao vivo dos consulados: ali dá para ver onde está calmo e onde há tempestade.
Quanto tempo demora a decisão do DTV
De alguns dias a um mês — e isso agora depende do seu consulado, não da sua escolha. Pelos casos recentes: há consulados que decidem em seis a oito dias e outros que levam de três a quatro semanas. A taxa consular e a forma de pagamento também variam de consulado para consulado.
No ateliê, o serviço do início ao fim está nos planos Solo Route e Family Route: a família toda por um preço só e, em caso de recusa, refazemos o dossiê e damos entrada de novo no mesmo consulado, sem custo — todo o trabalho do ateliê fica por nossa conta. Se você montou o dossiê por conta própria, dá para mandá-lo para o Preflight Check (verificação prévia do dossiê): um relatório por escrito com tudo o que não bate com as exigências do seu consulado. A taxa consular é paga à parte, direto ao consulado.
Mitos frequentes
- “O DTV é residência permanente.” Não. É um visto de longa duração: não leva nem à residência nem à nacionalidade.
- “Com o DTV dá para conseguir emprego na Tailândia.” Não. Trabalhar para empresas tailandesas é proibido.
- “Vou dar entrada onde for mais fácil.” Isso acabou. Desde 31 de agosto de 2026 quem define o consulado são o seu passaporte e o seu documento de residência permanente — aqui não sobrou escolha.
- “Tirei o visto e esqueci dele por cinco anos.” Quase. A cada 180 dias é preciso uma prorrogação ou uma saída e reentrada, além das formalidades habituais de uma estadia longa.
Como tirar o DTV: por onde começar
Conferindo três coisas: trabalho, finanças, consulado. Escreva para a Mira: ela responde em minutos, cruza a sua nacionalidade e a sua situação de residência com o mapa dos consulados e diz em que ordem reunir os documentos. E o contato do ateliê fica com você também depois do visto — aqui funciona assim.
