Quem pode fazer o pedido aqui desde 31 de agosto de 2026
Ancara é o único posto consular tailandês para cinco países: Turquia, Geórgia, Azerbaijão, Macedônia do Norte e Turcomenistão. Em Istambul não há posto de vistos: o e-Visa de toda a Turquia vai para Ancara, e o consulado honorário de Istambul não emite DTV. Não é preciso viajar até Ancara, todo o processo é à distância.
Desde 31 de agosto o DTV só pode ser pedido no país de nacionalidade ou de residência permanente, e o dossiê precisa da certidão de antecedentes criminais. Os dois requisitos vivem no formulário do e-Visa; requisitos próprios para o DTV, Ancara não publica nenhum. Por isso a situação é diferente para quem tem a nacionalidade e para quem tem uma autorização de residência.
Quem tem nacionalidade turca ou de qualquer um dos outros quatro países do distrito faz o pedido do seu país, pelo passaporte. Aqui não há dúvida.
Quem tem outra nacionalidade e um ikamet turco. Na Turquia não existe o status de “residência permanente”. Existem o kısa dönem ikamet izni, a autorização de residência de curto prazo, de até dois anos, com a qual vive a maioria de quem se muda; o uzun dönem ikamet izni, sem prazo, depois de oito anos de residência; e o Turkuaz Kart. Se Ancara ler “permanent residence” ao pé da letra, como Londres e Praga, só passam os cidadãos, o uzun dönem e o Turkuaz Kart. Se ler como Frankfurt e Viena, onde basta uma autorização de residência válida com o endereço oficial, passa o ikamet comum com o yerleşim yeri belgesi do e-Devlet. Qual leitura a embaixada escolheu, ela não anunciou. Até 31 de agosto Ancara pedia o resident permit e aceitava a explicação de que a pessoa estava na Turquia com isenção de visto.
“Tenho autorização de residência turca por um ano. Alguém fez o pedido depois de 31 de agosto com residência da Turquia?” — chat de solicitantes, 2 de setembro de 2026. Até agora ninguém tem resposta.
A Geórgia entra no distrito, mas, pela letra da regra, estar nela não basta. Se a embaixada aceita a autorização de residência georgiana, não se sabe: casos não há. Pedidos de DTV depois de 31 de agosto, nem da Geórgia nem da Turquia, ainda não vimos: o mercado espera as primeiras decisões.
Pedidos feitos antes de 31 de agosto
Ancara não aplicou a regra retroativamente, e sim de forma desencontrada. Na madrugada de 31 de agosto, dois pedidos feitos da Geórgia sem autorização de residência, de 26 e de 28 de agosto, foram recusados; duas famílias de dependentes receberam decisões divididas — visto para duas crianças, recusa para a terceira e para a mãe, as primeiras recusas a dependentes na história da embaixada. E em 2 de setembro um pedido igual, de 28 de agosto, foi aprovado sem pedido de documentos adicionais, em cinco dias; em outro chegou um pedido de resident permit. A fórmula da recusa é sempre a mesma: “Your visa application has been rejected”, sem motivo. Em Ancara não dá para prometer que “pedido feito antes de 31 de agosto segue as regras antigas”, mas também é cedo para enterrar esses pedidos.
O site da embaixada descreve o mundo antes da reforma
A página do DTV tem data de 16 de julho de 2024: nela ainda está o documento sobre a localização atual, retirado do formulário em 31 de agosto, e não há uma palavra sobre a certidão, a residência permanente, as finanças e os prazos. Pelo menu do site não se chega a ela, a seção de serviços de vistos está quebrada desde o primeiro semestre de 2025, e ela só abre por link direto com parâmetro. Idiomas: inglês e tailandês. Até a página sobre a isenção de visto fala em 60 dias, embora a partir de 15 de setembro de 2026 o carimbo para cidadãos da Turquia caia para 30. Os requisitos vivem no formulário do e-Visa, e é para ele que montamos o dossiê.
Como se faz o pedido
- Tudo online, e uma conta comporta até dez pedidos. No formulário vão três arquivos: localização, dinheiro, trabalho, cada um de até 3 MB, por isso os documentos são reunidos num PDF só, com índice.
- Taxa de US$ 400, debitada no cartão em dólares, não reembolsável. São cerca de 19.300 liras ou 13.200 THB pelo câmbio do BCE de 3 de setembro de 2026, e não os “10.000 THB” que os sites turcos escrevem.
- Prazo pelo site da embaixada: de 5 a 10 dias úteis. Pelos casos até 31 de agosto, de 4 a 15 dias; uma cidadã turca, em 2025, teve de esperar de 35 a 37 dias. A análise começa mais perto da data de voo indicada no formulário.
- Finanças: nada menos que 500.000 THB, cerca de 732.000 liras. Até 31 de agosto Ancara era a única que não exigia manter o valor por três meses; extratos de bancos turcos em inglês, com carimbo, passavam. Mesmo assim, mostramos a movimentação de três meses.
- A entrevista é online e o link chega por e-mail; não é marcada para todos, e nos últimos meses ficou bem menos frequente. Podem pedir para você mostrar no mapa onde está.
- Dependentes: cônjuge e filhos menores de 20 anos; pelo formulário a certidão é exigida também da criança, e a embaixada não anunciou exceção por idade.
- Contato: a página da embaixada no Facebook responde à noite e nos fins de semana; no sábado, 29 de agosto, uma aprovação chegou uma hora e meia depois de uma mensagem por lá. O telefone desliga depois de quatro minutos de espera.
A certidão de antecedentes criminais
No site da embaixada ela não é mencionada; o formulário exige. Ancara não fixou de quando ela tem de ser, então mantemos o prazo geral: no máximo três meses.
Para quem tem nacionalidade turca é o adli sicil kaydı do e-Devlet: na hora, de graça, com código de barras. Só que do e-Devlet ela sai apenas em turco; a versão em inglês é emitida pelos consulados da Turquia no exterior. A apostila não vale para a Tailândia até 28 de fevereiro de 2027. Para documentos turcos, Ancara tem a sua própria cadeia de legalização: tradução autenticada, Valilik ou Kaymakamlık, Ministério das Relações Exteriores da Turquia, embaixada, a US$ 15 por assinatura, de um a três dias úteis. Se ela é exigida para a certidão do DTV, a embaixada não anunciou: em outros pedidos de documentos adicionais o “legalise” de Ancara se resolvia com a tradução autenticada, mas para a certidão essa prática não existe.
Quem tem outra nacionalidade e ikamet tira a mesma certidão pelo e-Devlet, e a senha é entregue presencialmente nos Correios (PTT) com o cartão de ikamet em mãos; o formulário admite também a certidão do país de nacionalidade. Na Geórgia, a certidão do Ministério do Interior sai para qualquer pessoa que esteja fisicamente lá, em três dias úteis, e vale 15 dias. Para quem tem nacionalidade georgiana, essa é a certidão do país de nacionalidade; para uma pessoa russa na Geórgia, ela não coincide nem com o país do pedido nem com o país de nacionalidade, e como Ancara vai encarar isso, a embaixada não disse.
O que acompanhamos aqui
A primeira decisão sobre quem tem ikamet depois de 31 de agosto: ela vai mostrar se Ancara lê “residência permanente” ao pé da letra ou à maneira alemã. Se a embaixada aceita a autorização de residência georgiana, se o pedido de resident permit se resolve com uma explicação ou vira recusa, que certidão ela aceita de quem tem nacionalidade turca e se ela é exigida da criança. Nos grupos já se discute o ikamet de curto prazo como “a chave de Ancara”; enquanto não houver uma decisão sequer, é cedo para montar um plano em cima disso.
Para quem tem nacionalidade turca, o direito de fazer o pedido não está em dúvida, e esses casos acompanhamos. A quem tem ikamet e a quem está na Geórgia sem autorização de residência falamos com franqueza sobre a incerteza e propomos começar pelo Preflight Check (verificação prévia do dossiê).
Um dossiê que você montou por conta própria nós verificamos antes da entrada do pedido — o Preflight Check: US$ 300, relatório por escrito em dois dias úteis. O acompanhamento completo até o visto são os planos Solo Route e Family Route.
O estado de todos os consulados está no painel ao vivo; qual consulado atende o seu país, no mapa.
